Crise no Senado?

* POR MÁRCIO ALEXANDRE DA SILVA

Para alguns o Senado é a “Casa dos Pais da Pátria”. Aristóteles diz que “Os legisladores tornam bons cidadãos por meio de hábitos que lhe incutem. Esse é o propósito de todo legislador, e quem não logram tão desiderato falha no desempenho de sua missão”, aponta isso na obra Política.

O senado federal sempre gozou de boa reputação. E tem ótimos políticos. Mas, no início do milênio observamos o senado fragmentado – em crise. Prova disso é que ao menos três presidentes daquela casa legislativa foram derrubados por denuncias e escândalos.

O senador baiano Antônio Carlos Magalhães (ACM – memória; não sei se saudosa), caiu por quebra de decoro parlamentar. O paraense Jader Barbalho teve um fim trágico como presidente do senado, precisou se licenciar para não ser cassado. O caso de maior repercussão é o do alagoano Renan Calheiros, pesou sobre ele a acusação de loby, compras e vendas de gados e o desastroso relacionamento com a jornalista Mônica Veloso. Mesmo com essas acusações Calheiros foi absolvido por seus colegas apenas se afastando da presidência do senado.

Embora esses sejam escândalos que façam parte de um passado recente do senado federal, no momento tem pesado sobre o presidente do Senado [Sarney] acusações sérias de empregar familiares no senado, receber indevidamente auxílio moradia e outros desmandos.

Esses fatos verídicos ou não dividiu a opinião popular e política do país. Num primeiro momento o PT decide pelo afastamento do Sarney. Depois o Presidente da República anunciou que senadores petistas deveriam sustentar a aliança com o PMDB – partido de Sarney. Já a oposição afirma “Não temos mais presidente do Senado” disse Sérgio Guerra líder do PSDB (Estadão – 30/ 06/ 09). Em conversa particular com Lula, Sarney afirma que não renunciará e nem pedirá licença do cargo e afirmou que “A crise do Senado, não é minha” e que tentava corrigir erros de gestões anteriores. (Editorial Época – 16/ 06/ 2009), e esse cenário novelístico ainda se segue no Senado sem desfecho.

Lembrei-me quando morava no sítio presenciei várias vacas afundando em brejos, lamaçais ou rios. Às vezes os empregados do sítio ficavam a noite inteira tentando retirá-la – e nós meninos ficávamos bisbilhotando e ajudando no possível. Quando conseguiam tirar o animal com vida, era uma grande festa [parecia gol do Brasil em copa do Mundo]. E todos nós sabíamos que ela precisaria de cuidados especiais, por que devido ao longo tempo no frio e brejo seus membros atrofiavam. Então, precisava ser limpa, aquecida e tratada com carinho – e isso fazíamos. Mas nem sempre conseguíamos retirar o mamífero da lama. E um dado interessante me marcou, pois, quando o animal estava preste a morrer, à vaca ia cada vez mais para o meio do brejo. Daí com certeza a expressão “a vaca foi para o brejo”. O que isso tem haver com o senado? Analogicamente o senado também esta no meio do brejo, lamaçal e sujeira. O paralelo é válido; tanto pelas enormes “tetas” sugadas por políticos corruptos. Quanto pelo lama e podridão. O senado esta a cada dia mais atrofiado, refém da burocracia e ineficiência. Mas, ainda há tempo de tirá-lo dessa lama. E quando isso acontecer é preciso limpar o senado, fazer uma varredura, ética, política e moral – e que isso ocorra logo! Antes que ele [Senado] vá cada vez mais para o brejo e afunde ou desfaleça.

Tudo isso acontecendo, lembro-me da piada em que a professora de filosofia pergunta a sala: quem é o autor grego dessa célebre frase “sei que nada sei” o aluno lá do fundo responde: não vai me dizer que Sarney e alguns políticos de Brasília são gregos!

Cômico e trágico. Mas, mesmo assim não devemos nunca desacreditar dos políticos e da política.

* Formado em Filosofia e educador da rede pública de ensino do Estado de São Paulo- Assis - SP. Contato: marciobressane@hotmail.com

25 Response to "Crise no Senado?"

  1. Gil Ferreira says:
    17 de julho de 2009 20:21

    Falta-nos vocabulário para descrever os ininterruptos descalabros perpetrados por expressivas parcelas dos integrantes dos três Poderes, nas três esferas, sejam eleitos (ah, sabe Deus por que processos !), concursados (ah, como se fraudam provas !) ou nomeados (ah, 500 anos de nepotismo !).

    Fez-se do Brasil um pantanoso rio Estiges, em cujas margens vagamos até entregarmos o óbolo de nosso voto a Caronte - esse Estado voraz que tudo ocupa e controla - para que nos conduza em sua barca aos Infernos, em cuja entrada seremos analisados por Cérbero - o cão de três cabeças, seriam as três esferas? - e a seguir julgados pela tríade demoníaca - Minos, Éaco e Radamanto, seriam os três poderes? - que decidirão, por atos secretos, naturalmente, quais dentre nós serão lançados às profundezas do Tártaro e quais (os apaniguados de sempre) desfrutarão das delícias dos Campos Eliseos.

    Até quando continuaremos, como na tragédia grega, a meramente testemunhar o cinismo dos que provocam tal tsunami de lama ?
    Quando, afinal, seguiremos a lição de Saint-Éxupéry, em seu livro "Piloto de Guerra" - “O cargo de testemunha sempre me causou horror. O que sou eu, se porventura não participo?[...]”.

    Por certo, parte de nós adotará o "Liberou geral!" e aderirá às práticas imorais que a mídia nos mostra a cada instante.

    Mas há de haver outra parte, de bons brasileiros, que adotem o "Fora todos!", cônscios de que o poder pertence a nós , e não a nossos mandatários. A estes incumbe, por nossa delegação, o dever de bem gerir nossos destinos - e tributos ! E se não o fazem, façamos valer nosso direito de remetê-los - eles, sim - ao reino de Hades.

  2. Renato Says:
    18 de julho de 2009 06:59

    Renato Oliveira Rocha

    É uma crônica da atual situação em Brasília. Mas não sei se, na metáfora da vaca atolada, não poderíamos mudar os papeis: O senado é a lama e o homem público que entra nele é a vaca. Essa instituição está fadada aos escândalos e à corrupção, creio eu. O Sarney simplesmente anulou os 663 atos secretos. Ah se eu, pobre mortal, pudesse anular umas duas contas secretas... já seria muito bom.

  3. Márcio says:
    18 de julho de 2009 12:43

    De fato Gil as distribuições de cargos públicos precisam ser mudados no Brasil!
    O ponto interessante, dentre outros, tratado por Gil é quando afirma “que o poder pertence a nós, e não a nossos mandatários”. Será que fazemos valer nosso poder de mudança?
    Obrigado Gil Ferreira.
    Márcio Alexandre da Silva – Autor do texto (CRISE NO SENADO?)

  4. Márcio says:
    18 de julho de 2009 12:47

    Boníssima observação de Renato: “O senado é a lama e o homem público que entra nele é a vaca”. Daí cabe aquela velha pergunta: a política corrompe as pessoas de bem?
    Também não podemos deixar de indagar: quem faz a política não são os políticos?
    Será que não precisamos mudar o perfil de nossos políticos.
    Participe mais vezes Renato esse é um canal aberto de debate e reflexão.
    Márcio Alexandre da Silva – Autor do texto (CRISE NO SENADO?)

  5. irene says:
    20 de julho de 2009 13:59

    Não sei, Marcio, se a política corrempe as pessoas de bem mas, que o poder corrompe é sabido desde os tempos que os gregos começaram a nossa civilização. O que me preocupa, no meio de todos estes escandalos é saber o que se corrige. Por acaso continuamos pagando a pensão da filha "ilegítima" do Renan Calheiros? Por acaso os apadrinhados do Jader Barbalho, do ACM, perderam seus cargos? Ou será que estamos aqui só reclamando? O que foi feito efetivamente? Eu acho que nada.

  6. arioba Says:
    21 de julho de 2009 05:03

    Há algum político dos nomeados no texto que não seja do N e Ne? Sabe por que os EUA são a nação que são, inclusive integrada? Porque fizeram sua Guerra Civil (N e S), quando concluiram que na nação não poderia conviver o trabalhom (Norte) com a escravatura (Sul)!
    Ainda precisamos fazer a "Revolução Civil" no Brasil, para se definir que pais será!! Ou a tranqueira do "pudê escravocrata", ou a nação do "trabalho progressista"!!
    Ser racista contra essa gente do "pudê", é ser nacionalista, não racista!!

  7. Márcio says:
    21 de julho de 2009 09:54

    Boa pergunta Irene: “Ou será que estamos aqui só reclamando? O que foi feito efetivamente?”.
    Sou otimista, penso que o simples fato de estarmos discutindo esse tema já estamos fazendo algo. Podemos conscientizar os outros a não votarem em pessoas corruptas com as citadas na seu comentário.
    Irene eu sempre considero que temos duas armas contra a política desonestas no Brasil a primeira é a leitura, se os eleitores lessem o suficiente não votavam tão erradamente. A segunda é a escrita, temos que escrever e denunciar os desmando desses políticos. Nem que seja para apenas uma ou duas pessoas lerem, já estaremos formando opinião crítica.
    Márcio Alexandre da Silva – Autor do texto (CRISE NO SENADO?)

  8. Márcio says:
    21 de julho de 2009 09:55

    Arioba obrigado pelo comentário.
    Márcio Alexandre da Silva – Autor do texto (CRISE NO SENADO?)

  9. irene says:
    21 de julho de 2009 11:05

    Ainda assim, Marcio, acho pouco o que fazemos efetivamente. Não é só não votar no errado. Podemos, no momento de votar, estar convencidos de que é o candidato correto e, com o tempo assistimos este nosso candidato se corrompendo, como todos os outros. O poder corrompe e já sabemos disso. Para que possamos de fato mudar alguma coisa, o nosso comportamento no dia-à-dia deve mudar também e se adequar ao que é correto. Por exemplo: avançar o sinal, desrespeitar o pedestre, não parando na faixa, jogar lixo na rua, lavar a louça (ou escovar os dentes) com a torneira aberta - e reclamar da falta d'água, e até o "inofensivo" falar mal dos outros... Se fizermos um exame de consciência, veremos que nós também não somos um exemplo. Precisamos, diariamente, fazer um exercício de civilidade, em casa com a nossa família, com nossos vizinhos e com a nossa cidade.

  10. Márcio says:
    21 de julho de 2009 17:49

    Concordo contigo.
    Nessa esfera micro, mais importante, podemos participar de entidades que lutam pela melhoria do planeta, com ONG´s, associação de moradores e outras atividades. O que achas?
    Márcio Alexandre da Silva – Autor do texto (CRISE NO SENADO?)

  11. Márcio says:
    21 de julho de 2009 18:17

    O meu comentário anterior é com referência ao comentário da Irene.
    Desculpem não especifiquei.
    Márcio Alexandre da Silva – Autor do texto (CRISE NO SENADO?)

  12. Anônimo Says:
    22 de julho de 2009 07:11

    Normalmente, espera-se que pessoas mais velhas dêem bons exemplos. Isso não acontece no Senado. Então, para que precisamos dele?
    Muitos países funcionam muito bem sem ele.

  13. irene says:
    22 de julho de 2009 09:13

    Prezado Anonimo, quando o jovem não se habitua, ou não é habituado a dar exemplo, quando velho, que exemplos terá a dar? O princípio de tudo que vemos no Congresso Nacional começa dentro das nossas próprias casas. Será que nosso filho ouve música em volume que incomoda o vizinho? Ou será que "os incomodados que se mudem"? Será que dirigimos alcoolizados? Será que consumimos o que podemos pagar? Ou será que ficamos devendo e depois "damos um jeito"?
    E, Marcio, não sei se é necessário participarmos de ONGS. Algumas só sabem pedir dinheiro. Se cada um varresse a calçada na frente da sua casa, a cidade inteira ficaria limpa.

  14. Márcio says:
    22 de julho de 2009 15:49

    Ela questionou a existência do senado. Será que o país será melhor ser legislativo? Ou sem políticos desonesto?
    Abraços.
    Márcio Alexandre da Silva – Autor do texto (CRISE NO SENADO?)

  15. Márcio says:
    22 de julho de 2009 15:53

    Querida amiga Irene se entendi bem você esta falando de consciência pessoal.
    Tem um provérbio antigo que diz “Quer mudar o mundo, comece lavando a louça da sua casa”. São pequenos gestos, próximo da realidade que nos cerca que conseguiremos mudar o nosso contexto e consequentemente as pessoas.
    Você tem ideias inovadoras Irene, parabéns!
    Márcio Alexandre da Silva – Autor do texto (CRISE NO SENADO?)

  16. irene says:
    23 de julho de 2009 05:14

    O anonimo que questiona a necessidade de um Senado não disse quais são os países que funcionam bem sem ele. Quais são esses países? Voce sabe, Marcio? Ter políticos honestos depende de nós. Da nossa própria honestidade. Não teremos condições de eleger honestos enquanto apresentamos, por exemplo, carteirinha de estudante falsa prá assistir jogo de futebol pagando a metade do ingresso... e tantas outras coisas mais.

  17. Neudson Claudino Says:
    23 de julho de 2009 06:18

    a expressão “a vaca foi para o brejo”, apesar de popular, não encontrei nela, uma linha de raciocínio que levasse a propor mudanças, porque não posso associar o eleitor a um animal irracional, nem a lama, à política.
    O progresso de todos os meios de comunicação tem revelado quantos politiqueiros atuam no Brasil (olhando apenas para nossa realidade) e por outro lado vejo surgir, com muito esforço de ONG’s, como: Transparência Brasil, Movimento Ficha Limpa, AMARIBO, Comitê 9840, Ação Legal e tantas outras, um trabalho voltado para a formação política do eleitorado, acompanhamento e fiscalização do comportamento dos eleitos e a punição dos culpados. É pouco, está apenas iniciando o processo.
    Louvo a preocupação e a iniciativa do articulista MÁRCIO ALEXANDRE DA SILVA, e envio no endereço filosofia@escala.com.br, o artigo, Os Pássaros, que também demonstra preocupação com o tema.
    O certo é que temos que dar nossa contribuição no sentido de primeiramente promover o eleitorado com uma boa formação política para realizarmos a verdadeira revolução no sentido de construirmos uma sociedade justa e igualitária.

    Cordialmente

    Neudson Claudino
    neudsonclaudino@uol.com.br
    099-96450798

  18. Márcio says:
    23 de julho de 2009 08:08

    Irene desconheço os paises que funcione sem a existência do senado, talvez ele esteja falando de alguma de alguns países que tenha outra forma de governo! Não sei quem sabe ele mesmo responda. Entrarei em contato com ele...
    Você insiste em pequenos atos, que podem mudar o nosso contexto?
    Obrigado!
    Márcio Alexandre da Silva – Autor do texto (CRISE NO SENADO?)

  19. Márcio says:
    23 de julho de 2009 08:11

    Nobre Neudson, embora a crescente conscientização do eleitorado brasileiro vemos desmando acontecendo a todo dia. Por exemplo, foi aprovado em uma das casas legislativa o projeto que aceita candidato com “ficha suja” na justiça comum ou eleitoral.
    Muito a que ser feito caro amigo.
    Mas suas considerações são bem vindas e agradeço pela participação.
    Márcio Alexandre da Silva – Autor do texto (CRISE NO SENADO?)

  20. irene says:
    23 de julho de 2009 11:56

    Sim, Marcio, insisto na mudança de comportamento individual. À cada passo podemos observar que o Congresso, ou melhor, os congressistas, são o resumo de nós mesmos. Prá alguns, basta uma carteirinha de estudante falsa, para outros um emprego bom para o filhinho. Quem nunca pediu a um amigo, um emprego para um filho? Só quem não tem filho. No Congresso é a mesma coisa... É o emprego deles. Não vamos conseguir mudar os outros se não mudarmos a nós mesmos primeiro. Não é minha esta frase. Ela é de Confucio. Quase tão velha quanto andar prá frente e mesmo assim, tão pouco utilizada...

  21. Ademar "anti PT Sempre" says:
    24 de julho de 2009 08:38

    Atravessamos a pior crise ética e moral que assisti ao longo da minha vida. O Presidente da República que deveria ser o "guardião" da constituição, a agride com frequência. O Senado como está perdeu a razão para a sua existência, pois de fato está mais para um "confraria" de mordomias, do que pròpriamente para os interêsse dos brasileiros.
    Me preocupa muito a situação atual e vejo a Democracia sob risco, com tudo que vem acontecendo.

  22. irene says:
    24 de julho de 2009 09:47

    Hoje o Lula fez uma declaração de que negociar cargo é diferente de matar e roubar. Que triste. Mas, Lula defende a si proprio quando diz isso, porque seu filho também foi beneficiado com politicagens. Obviamente, defenderá quem fizer isso. O descaramento deslavado, que estamos assistindo, não é nada. Alguém entendeu?

  23. Rivaldo R.Ribeiro says:
    25 de julho de 2009 14:18

    Olá Marcio, foi um grata surpresa receber seu email informando sobre o seu blog e a crônica.

    Eu acho que a corrupção no Brasil está a beira de uma "Pandemia". Somos um povo do jeitinho, corrupção pode ser de centavos a milhões, sempre é corrupção não cabe ai o valor do preço estipulado para a honra de um homem.

    Esse mal que toma conta da política brasileira deve ser combatida nas suas raizes, ou seja na esfera municipal de cada pequeno municipio brasileiro.

    Criticar os grandes politicos de Brasilia, pode surtir efeito, cassar seus mandatos etc. mas sempre haverá novos politicos corruptos originados das bases municipais, que com certeza chegarão a Brasilia já com mentalidade corrompida pela podridão nas suas origens.

    Acredito que isso é um sonho, uma utopia, pois o povo se vende com muita facilidade,e por causa disso reclama sem razão.

    Prefeituras gastam milhões nas festas populares, e controlam com mão de ferro os gastos com a saúde que está precária.

    Vá num pequeno municipio e tente um consulta, um exame mais sofisticado, você pode ir a óbito e só 06 meses depois o seu exame é autorizado. Assim iremos ao seu túmulo para realizar o exame requerido.

    Márcio, eu quero dizer que a culpa é basicamente do povo, que apóia os gastos mirabolantes dos seus prefeitos em festas, mega construçoes que não tem resultado nenhuma nas areas sociais.

    E o povo acha tudo bonito, tudo lindo!Pirotecnia!!!

    Até o momento que uma dor de visicula, enfarto atinge a si proprio ou a um parente. Nesses momentos lembram realmente o que é mais importante: O pão ou o circo...

  24. arioba Says:
    30 de julho de 2009 11:23

    Caros amigos, em casa onde falta pão, todos gritam e ninguém tem razão.
    Em nação onde não há leis, isto é, onde a sociedade não é democrática, que não tem nada a ver com liberdades e muito menos libertinagem, é como casa onde falta pão.
    A sociedade que se balisa pelas leis, que devem ser perenes e acima de tudo acatadas e cumpridas, pouco importam as forma de governo, assim ou assado. Nas sociedades sem leis, são por definição, ditaduras, e nelas, pouco importam as leis e as instituições, vale sempre a "vontade do rei do do ditador".
    O Brasil é uma sucessão de ditaduras, desde a época colonial, depois imperial e entramos na era republicana, sempre com "ditadores" fazendo e desfazendo, por isso as constituições são cartas sem destino, que se comemoram quando fazem 20 anos!!
    O senado é a cara do resto dos governantes e da própria sociedade que aceita ser rebaixada às botas de ditadores!! Por isso falei na "guerra civil", que significa encontrar o rumo de uma nação, ou duas nações!
    E vamos votar, em quem? Em quem a ditadura indica para votar?

    E qual a saída? Pelo menos aqueles que podem emitir opiniões, como estamos fazendo, precisam entender as razões e princípios, e não efeitos de princípios errados!

    Não há democracias e ditaduras, sem que atrás delas, não existam a força militar, não há!! Nossas forças armadas têm se sujeitado a ser "lambe-botas" de ditaduras desde que o Brasil é Brasil. Que tal "cobrarmos" coerência nas leis das forças armadas? Sem elas, o Lula cai. Com elas o ditador fica, pouco importa se ele é "um torneiro", ou um marechal ou um filósofo!! Sabem por que os EUA são o que são? Porque suas forças armadas zelam com "força" pela constituição e instituições, e o Presidente de lá sabe disso! Sem isso, os EUA seria uma outra republiqueta como as demais da A.Latina, inclusive as comunistas de Cuba e satélites, e estamos caminhando para esse vexame!!

    Amigos, se não formos uma sociedade democrática pelas leis, continuaremo sendo republiqueta das bananas, lambendo botas de senhores do "pudê"!! Não estamos cobrando no lugar certo!!

    Arioba.

  25. Em meu tempo... says:
    30 de janeiro de 2010 10:32

    Amizade é uma palavra de valor.