Direitos Iguais

Ética pode ser definida como algo que é bom para a pessoa e para a sociedade. A ética colabora com a problemática do comportamento humano. Nenhum indivíduo ou grupo social deve ser impelido ou coagido a cumprir normas éticas. A ética é normativa e nunca legislativa.

Nessa amplitude de discussões e possibilidades, propomos a discussão a seguir.

Foi posto na pauta do Superior Tribunal de Justiça (STJ) a discussão do reconhecimento estável do casamento civil de casais homossexuais.

Este artigo pretende expor o assunto de forma imparcial, para que seja um debate mais democrático possível.

Já houve grandes debates sobre a união legal e estável de pessoas do mesmo sexo. A igreja tem sua opinião constituída e baseada na sua doutrina e magistério. Os defensores dos direitos humanos expressam a primazia da Declaração dos Direitos Humanos: “Todos são iguais perante a lei”. Os grupos de Organizações não Governamentais (ONG’s) e movimentos favoráveis aos direitos dos Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis – Transexuais, Transgêneros e Simpatizantes (GLBTS), tem suas convicções quanto aos direitos dos homossexuais. Debates foram feitos, outros serão necessários. Mas este ano será decisivo para aprovação ou não do projeto.

Nas implicações do casamento civil homossexual, não se compreende apenas coabitarem juntos, o que é importante é terem esse direito. Mas, com a aprovação do projeto, outros benefícios serão adquiridos, tais como direitos previdenciários, heranças, pensões e pagamentos de indenizações em situações de perda de cônjuges e outros direitos previstos.

Uma argumentação dos favoráveis à regulamentação e legalização do casamento de pessoas do mesmo sexo será: os de opções homo pagam impostos e encargos, e têm empregos e deveres assim como os heteros? Pagam? Então, por que não podem se unir legalmente? Tratar de formas diferentes casais homos e heteros, não é discriminação e preconceito?

Leia o que disse José Antonio Dias Toffoli [advogado-geral da união]: “Considerando, pois, que as relações afetivas, sejam homo ou heterossexuais, são baseadas no mesmo suporte fático, razão não há – sob pena de discriminação – para se atribuir às mesmas, tratamento jurídico diferenciado.”

Duas considerações deveremos fazer:

Vivemos num país democrático? Então, por que proibir as uniões homo-afetivas estáveis?

Dentre as Igrejas, sobretudo as cristãs clássicas, algumas são contrárias a essas uniões [homo], e consideram a homossexualidade como “anomalia” moral e espiritual. Essas práticas sexuais distanciam essas pessoas da salvação.

O que pensa sobre esse assunto, defenda a sua posição e opinião?

Por Márcio Alexandre da Silva (Márcio Alexandre da Silva é formado em Filosofia e educador da rede pública de ensino do Estado de São Paulo- Assis - SP)

28 Response to "Direitos Iguais"

  1. Humberto says:
    10 de março de 2009 17:54

    Em se tratando do aspecto jurídico a igualdade de direitos é indiscutível.Quanto ao aspecto ético e moral cabe a cada setor da sociedade ter sua própria opinião. Por exemplo a igreja, em defesa seus dógmas, tem o direito de discordar, a medicina, por definição natural da anatomia e da fisiologia.

  2. Márcio says:
    10 de março de 2009 18:02

    A opinião de Humberto se assemelha a minha. Não estamos buscando verdades absolutas, mas, sim pontos de vistas.
    Humberto, sua colocação terá repercussão, acesse outras vezes e dê as possíveis replica e futuros comentários.
    Parabéns sua opinião foi decidida e pontual.
    Márcio Alexandre da Silva – Autor do texto original

  3. Luiz Nusbaum - 45011 says:
    10 de março de 2009 19:18

    A questão extrapola o aspecto religioso. Assim como existem várias correntes nas mais diversas religiões, nada impede que crie uma linha que apoie a união entre pessoas do mesmo sexo. O que não pode, num estado laico, prevalecer a opinião e posição de uma única religião. Além disso o casamento civil é algo meramente convencional,obedecendo regras pré-estabelecidas, um contrato que pode ser rompido unilateralmente por qualquer das partes, então bastaria que os parceiros, se assim desejassem estabelecessem um acordo com validade juridica, e que se desse o nome, podendo ser até casamento, se esse fosse o desejo de ambos. Esperar que no caso a Igreja Católica vá mudar, é perda de tempo.

  4. Eliane says:
    10 de março de 2009 19:25

    IGUAIS? UMA OVA!
    Tem gente que quer ser igual a mim. Impossível. Assim como é impossível que eu escreva da mesma forma que o Sílvio Martinello. Ele tem o estilo dele. E eu tenho o meu. Acho o estilo dele lindo, mas o meu é “o meu”.
    Eu não sou igual a você que está lendo este artigo. Não sou igual à minha mãe. Não sou igual aos meus irmãos. Não sou igual aos meus filhos e nem parecida com o meu ex marido. Imagine se me pareceria com meus vizinhos, colegas, amigos, alunos, chefes, clientes, parentes e aderentes.
    Não sou igual e nem parecida com ninguém. Sou única. Como todos os seres humanos com características distintas fisicamente, intelectualmente, biologicamente, financeiramente etc. Todos vivemos em famílias, tempos e culturas diferentes. As vivências que tive, os outros não tiveram e nem terão, assim como eu não vivi a vida dos outros.
    Perante a lei ninguém é igual. O crime pode ser o mesmo mas, as penas variam de acordo com o gênero, com a graduação escolar, com a posição social e com a conta bancária. Alguém duvida?
    A Declaração Universal dos Direitos Humanos só serve para nos lembrar que temos alguma coisa em comum. Somos seres humanos. Humanos e diversificados. Graças à Deus! Odiaria encontrar uma cópia de mim.
    Os movimentos sociais evoluíram e o discurso melhorou muito. Parabéns. O artigo 5º da Constituição Brasileira está sendo “refeito” de acordo com a ordem natural da humanidade. Homem é homem, mulher é mulher, gay é gay e lésbica é lésbica. Negro é negro, índio é índio, católico é católico, evangélico é evangélico, bicho é bicho e gente é gente. Cada um na sua e todos convivendo em harmonia.
    Respeitar as diferenças é a grande sacada da humanidade. Precisamos disso para acabar com a intolerância. No campo social, profissional, jurídico e familiar as coisas começam a mudar. Isso é muito bom!
    Não somos iguais. Isto é um fato. Mas podemos conviver, com muito respeito, com as nossas diferenças e isso, só isso, pode ser igual nas relações humanas. Igual no sentimento do respeito pela diversidade entre os seres, igual nas regras de civilidade.
    Acredito que apenas um direito possa ser universal. O direito de sermos felizes. Mesmo que, para isso, algumas pessoas se sintam magoadas. Fazer o quê? Não somos iguais!

    Eliane Sinhasique é jornalista, radialista e publicitária
    sinhasique13@gmail.com

  5. Carlos Montagnoli says:
    11 de março de 2009 05:07

    Estou com a Eliane e não abro. O mais importante de tudo é sermos felizes. Sou hétero, mas convivo com amigos Gays a quem admiro principalmente pela coragem de dar a cara à tapa.
    Abraços
    Carlos Montagnoli
    carlosmontagnoli@uol.com.br

  6. Márcio says:
    11 de março de 2009 08:40

    A Igreja fala de matrimônio, e nisso é irredutível. Mas, nós estamos sugerindo união estáveis que como disse: “A questão extrapola o aspecto religioso”.
    Agradeço pela sua colaboração Luiz.
    Márcio Alexandre da Silva – Autor do texto original

  7. Márcio says:
    11 de março de 2009 08:46

    Igualdade sugerida era de direitos e não de caráter, físico ou intelectual. Como disse somos “Igual no sentimento do respeito pela diversidade entre os seres, igual nas regras de civilidade”.
    Valeu pela colaboração Eliane.
    Márcio Alexandre da Silva – Autor do texto original

  8. Márcio says:
    11 de março de 2009 08:49

    Carlos expressou a sua opinião e comunga da mesma opinião da Elaine.
    Alguém discorda ou concorda com a opinião da Elaine? Discordando, concordando ou tendo outra opinião expresse nesse espaço de discussão.
    Obrigado Carlos Montagnoli pela colaboração.
    Márcio Alexandre da Silva – Autor do texto original

  9. carlos roberto silveira says:
    11 de março de 2009 16:47

    Direitos e os iguais!
    Este é ainda um problema , pela ética ser algo subjetivo e não caracterizado em lei , ate se o fosse ainda ia ter muito que se lutar paa que viesse a ser aplicado.
    O bom senso so se consegui quando tivermos uma sociedade com cultura e educação, no pais temos mais de 54 milhoes privados de ter carteira assinada . como esta gente vai conseguir estdar para chegar a ter os benefícios de uma sociedade melhor.. ta longe...
    Neste universo tems muitos que já conseguiram conquistar um diploma unversitario.. mas que ainda vive como ambulantes aqui em sp , eu conheco arquitetos que viraram camelos , ganham mais mas não tem uma vida comum..Ter uma vida comum e sonho de milhões.. mas ta longe..
    Tudo aqui ou ali depende de muita educação e cultura veja nos comentários , tem gente que alto nível de conhecimento mas nem por isto contribui com o debate expõe coisas corriqueiras , sem propor algo melhor ou que possa ajudar aos que venha a ler os seus comentários .
    No nosso universo da platnta de uma fabrica ou num escritório de engenharia ou coisa parecida. Temos , gente com curso de pos graduação ate na terra do Obama.. mas não consegui ver e entender alem de seu umbigo. Isto vai demorar, as pessoas não são culpadas pelo que elas não sabem , e mais difícil elas sair deste marasmo e propor melhoria , pois estão acostumado ao comum ao simples..o assunto vai dar muita discussão e por muito tempo , os comuns não consegui sair de seu mundo e apresentar algo melhor , porque estão desde quando aprenderam um termo como porta ... e conheceu a imagem de uma porta , no subconsciente dele esta imagem e este nome , já esta la na caixinha , quando este blog propõe uma discussão , que lê e quer opinar em o mesmo vicio, isto vai acontecer também no judiciário a pergunta este judiciário ´é laico , não eles vão colocar suas opiniões nas suas decisões , eles e os demais estão errados, mas são pessoa que ainda acha que coração pensa , no dia que estudar biologia ou algo que mostre a eles que coracao não pensa e não abre as pernas .. e so serve para bombear sangue .. ai vão começar a entender seus vícios. Ate ao tais vícios de linguagem e cacuetes, já pré-concebidos , pelos malditos dogmas da igreja , dos analfabetos que nem de filosofia para poder ler uma bíblia , que e puramente filosofia... como um sem cultura , sabe o significado de felicidade ou de bem estar , ele não sabe se comia kalango (teiú nome no nordeste) ou mandacaru.. não tem como entender determinadas coisas.
    Então primeiro democracia e algo muito amplo para se avaliar o que vem a ser , antes dos dieitos as pessoa tem que ser educadas a saber o que são deveres... uma coisa esta ligada a outra , não tem como fugir disto. Se temos juizes e milhões que nem sabem o que e fazer sexo , ou ter um orgasmo , como quase 80 % das mulheres que são criadas a fazer comida para o bêbado , se a comida não tiver boa , o bêbado enche ela de porrada, e ela vai tentar fazer melhor no dia seguinte para não mas apanhar,, e ai meu caro... que raio de democracia , que um advogado estuda para burla a lei e soltar o criminoso , quando um criminoso assalta a casa do adv, ou estupra sua filha, ele pensa com seus botões, vou ter que repensar minha profissão , pois ai ele sentiu na pela, oque vem a ser direito, Mas Esqueceu de procura saber , dos deveres.
    Para pensar , um adv , que recebe o salário do traficante fenadinho... um dia o filho lhe pergunta ! ---pai vc rabalha para quem ,
    - dia o pai , seu pai advoga para o fernandinho...
    - o filho diz ao pai , ms pai eu tenho esta boa vida, com o dinheiro que o traficante lhe paga
    - o filho diz, mas como se ele não tem carteira de trabalho..
    -entao este dinheiro e sujo
    -neste momento o filho descobre que pai literalmente lava dinheiro ....ediz ao pai este cara com as drogas desgraça milhares de pais filhos e famílias , ai o pai vai ter que repensar sua vida , voltamos a traz , os juizes tem o mesmo principio eu sou autoridade, na posso deixar esses aloprados , ter tal direito , isto vai demorar algum tempo , para que muitos venha a entender alguma que estão a sua volta.. As pessoas demoram para entender as mudança que estão acontecendo no universo, ler a teora do caos , ler o cérebro do futuro de Daniel Pink , para aprender a mudar em sim mesmo , ter como lema aceitar as decisões desses noias , não constroe , para mudar você tem que fazer muito mais que isto.
    Não deixe que a dissonância cognitiva tome conta de seu dia , pois o vida é muito curta e frágil, quando você fora ver os números vc já esta fazendo horas extras na terra e a vida passou por vc, a vida sempre foi muito mais que os comuns pode pelo menos sonhar , para sonhar com os pés no chão ´é preciso ver mais longe ,não fazer isto e fazer economia , a pior economia mental,,

  10. Gil Ferreira says:
    11 de março de 2009 18:50

    No plano estritamente jurídico, objtivo, do direito substantivo, não vejo como nem porquê proibir. Unam-se, separem-se, partilhem bens etc. Só não aconselho a adotarem crianças, porque ninguém sabe o que se passará nas cabeças delas um dia - não temos direito de impor a elas nossas crenças e valores. Elas poderão entfrentar sérios problemas na vida por causa disso. Se duas pessoas são maiores de idade e homossexuais, e resolvem viver juntas, tudo bem - elas respodenm por seus atos; mas não devem impor essa relação polêmica a uma criança incapaz ainda de decidir por si.
    A questão é subjetiva. Pode-se aceitar ou não uma união homossexual. Quem aceita tem de respeitar que não aceita e vice-versa. Se eu franqueio minha casa a casais homossexuais, ninguém tem nada a ver com isso. Idem se eu não franqueio.
    Em suma: ninguém tem nada a ver com a vida alheia. Quando nos conscientizarmos disso veradeiramente, o mundo será mais feliz.
    Gil

  11. luiz penchiari says:
    12 de março de 2009 05:39

    perfeita a opinião d Gil ferreira, juridicamente os homos devem ter o mesmo direito e ponto final.

    Bem lembrado o aspecto da adoção de crianças, remmember as lições do velhinho Freud.

    A posição da igreja, esqueçam da igreja? as igrejas evangélicas são muito mais radicalmente contras os homos , mas todo mundo se ocupa mesmo é de criticar a igreja católica. quem não for católico, que pratique a sua religião, se tiver uma, e não se preocupe, a Inquisição já acabou e a Igreja não tem representação na cãmara dos deputados.

    Caro Sr Luis Nussbaum, poderia me dizer se israel é um estado laico? como judeu o sr deve saber que israel é um estado de religião única e uma sociedade contrária ao homos.

  12. Márcio says:
    12 de março de 2009 05:49

    Carlos fez sua explanação, leiam esse comentário é muito pertinente.
    Márcio Alexandre da Silva – Autor do texto original

  13. Márcio says:
    12 de março de 2009 05:50

    Gil, disse: “A questão é subjetiva”.
    Valeu pela opinião. Obrigado!
    Márcio Alexandre da Silva – Autor do texto original

  14. Márcio says:
    12 de março de 2009 05:53

    Luiz Penchiarifez uma boa pergunta ao Luis Nussbaum.
    Aguardamos a resposta de Luis Nussbaum.
    A discussão esta ficando interessante.
    Márcio Alexandre da Silva – Autor do texto original

  15. arioba Says:
    12 de março de 2009 07:06

    O texto engloba vários conceitos e princípios, num único balaio, e por isso se torna difícil de comentar. As participações dos amigos, apesar de um certo consenso, mostram essa dificuldade.

    Primeiro, vamos tratar da “ética”. Não vejo uma forma de tratá-la sem juntar ciência e religião, tentando evitar polêmicas, vou por aí.

    O homem é mais evoluído do qualquer animal no quê exatamente? Se compararmos seu DNA, em quase nada, por exemplo com o macaco. Se compararmos seu organismo, basicamente é o mesmo de qualquer mamífero, guardadas quase que exclusivamente as proporções e certas adaptações típicas, como os membros, o cérebro etc. Mas se compararmos do ponto de vista da inteligência, seria como comparar um elefante e uma formiga.

    Então, a questão do homem reside na sua inteligência, e o que é ela? Um atributo da matéria, como o dogma científico chamado reducionismo prega? Como dogma, não discuto. Eu acredito mais no “dogma” religioso de que a matéria e a inteligência são coisas distintas, ainda que muito pouco clara para nós, tanto do ponto de vista da ciência como da religião. Como crença, cada um tem o direito de ficar com a sua.

    Então, vamos partir da hipótese que a inteligência e a matéria sejam independentes, distintas, mas que na constituição de um ser vivo, há que serem “cinérgicas e convergentes”, e vamos focalizar o homem como tese. Há quem diga que a planta não tem inteligência, mas teríamos que ‘inventar’ uma definição diferente para a planta como “ser vivo”, que vou falar mais na frente.

    Assim, num mundo de seres vivos, vamos admitir a “teoria de Darwin” como correta, quando se equivale à Tabela Periódica dos Elementos, o que é muito diferente de admitir a "doutrina Darwinista” da evolução, como um dogma de fé!! É evidente que há uma aspecto evolutivo “orgânico”, entre uma planta, ou uma formiga e o organismo humano! Mas não é a complexidade, como pregam muitos autores, que significa a “evolução”, muito menos material. Os elementos materiais continuam sendo os mesmos tanto na planta, como na formiga, como no homem, logo a matéria não evolui para canto algum, apenas o “projeto” dos organismos evolui, transformando as mesmas matérias. Exatamente como acontece por exemplo com o automóvel. As matérias de um "fórmula 1" e de um "Ford T", são as mesmas, em organismos completamente diferentes!! E o que evolui num organismo, se não é a matéria? Só pode ser a inteligência, que evidentemente já estou encurtando como papo.
    Então, estou também dizendo que o Universo é uma questão “inteligente”, ainda que possa não ter nada a ver com Deus como o criador e construtor de tudo, onde rebato também a posição criacionista religiosa. E isso fica de acordo com a própria visão do homem no contexto evolutivo.
    O organismo humano é exatamente o mesmo de quando o homo-sapiens surgiu aqui na Terra, há 100 ou 150mil anos, e qualquer evolução que possamos identificar, está na sua condição de “inteligência racional”. Se nem do macaco diferenciamos muito, que dirá do nosso ancestral "sapiens"!!

    Adotando uma outra hipótese religiosa, de que a inteligência seja atributo do “espírito”, e deixo de entrar nos detalhes do que seja espírito, então, o que evolui no homem, não é seu organismo, mas exatamente seu espírito, que aliás é o paradigma de qualquer religião, e quero acrescentar que religião não é igreja, da mesma forma que ciência não é empresa!! E como paradigma de qualquer religião, o espírito evolui “moral, ética e intelectualmente”, e aí entramos no texto propriamente dito.

    A moral, para mim significa, o senso e atitude de justiça, e não há justiça, sem leis. E na natureza tudo se rege por “leis”. Um dia a sociedade humana será como as abelhas nas suas colméias, altamente urbana e tecnológica!! E a base de tudo, são as leis da natureza, que as abelhas são “compelidas” a seguir “religiosamente”. Isso é a democracia, como alguém começa a falar aqui no texto.
    Há uma diferença entre sociedade democrática, que é a sociedade regidas pelas leis, e a sociedade autocrática que é a sociedade regida por um ou alguns homens, e nisso entendemos os "governos"!! Então, a moral significa o cumprimento das leis vigentes num grupo ou sociedade. No caso da sociedade humana, trata-se das leis humanas relativas à sociedade onde elas ocorrem. Qualquer lei humana, tem como princípio maior, como uma constituição, as leis naturais, sem isso, estão fadadas à correção.
    Então, moral significa “acatar e seguir as leis vigentes”, pelas quais se faz a “justiça”. E se as leis forem ruins? Se faz justiça equivocada, mas somente se pode corrigir, se elas forem cumpridas. Por isso a democracia pressupõe perenidade e cumprimento, para que as leis possam evoluir. Nas ditaduras ocorrem exatamente o contrário. As leis são “fogos fátuos”, além de que não se acatam, principalmente pelas elites que as fazem. Basta dar uma olhada na nossa ditadura socialista, hoje implantada no Brasil, e aqui também estou de acordo com as glumas participações no texto.

    A moral é a base paradigmática das religiões, e o fundamento que seria das igrejas, e que seria exatamente “dar suporte” moral da sociedade humana, pelas leis!! Claro, que isso costuma passar a léguas de distâncias das igrejas, em geral, e aqui começam as distorções, que não fazem parte do tema!!

    O intelecto significa o aprimoramento do espírito pelo conhecimento, e aí nem preciso me delongar, por encontrar na ciência, o fundamento dessa evolução do espírito, acho mais do que óbvio.

    Então temos dois pilares, a religião que deveria cuidar da moral, e a ciência que deveria cuidar do intelecto. E sobra a ética. Estou desenvolvendo meu raciocínio, portanto, não estou oferecendo bibliografia a respeito, mas é claro que é um resultado de diversos temas, escritos, livros etc. O terceiro pilar, fica por conta da ética.

    Ética é a excelência da ação do espírito, por isso, o texto acho que está correto, não depende de leis!! Do ponto de vista prático, compare um carro moderno com um Ford T. Basicamente são os mesmos do ponto de vista de concepção, mas a diferença está na performance, conforto, beleza, etc. tudo aquilo que podemos dizer como “arte”! Aí está, o fundamento da ética, é a arte.

    E aí posso elaborar três fundamentos para a evolução do espírito, e por extensão, da própria sociedade humana: A religião como pilar da moral, a ciência como pilar do intelecto e a arte como pilar da ética. Juntos, formam a estrutura do edifício de uma sociedade perfeita, como é por exemplo, a sociedade das abelhas, e muitas outras altamente “evoluídas” que podemos encontrar na natureza!!

    Há uma distorção visível na nossa sociedade humana, nos dias de hoje. É intelectualmente muito evoluída, artisticamente não tanto, e religiosamente quase estagnada! As velocidades estão em desequilíbrio, assim temos uma sociedade, principalmente entre as elites, que de fato fazem a sociedade, intelectualmente muito evoluída, artisticamente ainda no nível digamos medieval, e religiosamente ainda na época dos Faros, quer dizer moralmente, ainda somos como as elites dos Faros, e nem preciso exemplificar nada.

    A moral se estabelece pelas leis, que precisam ter esse fundamento para serem evoluídas. O intelecto se estabelece pelo conhecimento, que corre a bordo de um avião a jato na sociedade atual, mas as duas só podem evoluir através da ética, que não depende de lei alguma, mas apenas do “espírito”!!

    Como vê, o assunto é complexo, e vou interromper aqui, pois se alguém quiser comentar a respeito, me seria importante para continuar sobre o texto. Falamos apenas da “ética”, como começou o texto.
    Sem a ética, não teríamos a evolução moral e intelectual, e falta na sociedade humana, o equilíbrio de veolocidade nesses conceitos básicos que evoluem, queiramos ou não. O dogma de fé em qualquer área, é o impecilho para a evolução!!

    Ariovaldo.

  16. Márcio says:
    12 de março de 2009 14:55

    Agradeço a colaboração de Ariovaldo pela excelente explanação com profundo embasamento.
    Márcio Alexandre da Silva – Autor do texto original

  17. Anônimo Says:
    13 de março de 2009 11:06

    DEUS FEZ MACHO E FEMEA A SUA IMAGEM E SEMELHANÇA....ELE NAO FEZ HOMOSSEXUAIS MAIS SEU AMOR E TAO GRANDE E MISERICORDIOSO QUE ELE AMA OS HOMO AS LESBICAS MAIS DE MANEIRA ALGUMA COMCORDA COM SUAS ATITUDES E COMPORTAMENTOS NOS OS EVANGELICOS AMAMOS TODOS ELES ORAMOS POR ELES MAIS NAO CONCORDAMOS COM ELES,EXISTEM EX-HOMOSSEXUAIS EX-LESBICAS QUE FORAM TRANSFORMADOS PELO PODER DE DEUS MAIS NAO CREENTES COMPRADOS E REDIMIDOS PELO SANGUE DE JESUS,PESSOAS CONVERTIDAS AO EVANGELIO DE JESUS ,SER TRANSFORMADOS EM HOMOSSEXUAIS O LESBICAS .AMAMOS TODAS AS PESSOAS INDEPENDENTE DA SUA OPÇAO SEXUAL ,TODA LEY E IGUAL PERANTE DEUS SEMPRE QUE NAO SE QUEBRE AS LEIS ESPIRITUAL DE DEUS .

  18. Márcio says:
    14 de março de 2009 08:58

    Apesar do comentário a pessoa não quis se identificar, direito dele ou dela.
    Mas a pessoa que se identificou com o codinome Anônimo, diz que “DEUS FEZ MACHO E FEMEA A SUA IMAGEM E SEMELHANÇA...”, prefiro utilizar os termos homem e a mulher, e não termo pejorativos Macho e Fêmea.
    Como Deus ser bondoso e misericordioso não ama os homos? Deus ama a todos, as Igrejas fazem suas escolhas que eu respeito com toda humildade.
    Sugiro que quem não concorde com o comentário dessa pessoa escreva discordando, e quem concorda escreva concordando.
    Ou ela mesma deixe outras argumentações...

  19. Márcio says:
    14 de março de 2009 09:52

    Elaine disse que “Não somos iguais”.
    Você concorda ou discorda da opinião da radialista e publicitária?
    Deixe o seu comentário nesse espaço.
    Márcio Alexandre da Silva – Autor do texto original

  20. nythamar says:
    15 de março de 2009 12:30

    Muito bom o texto do Márcio Alexandre da Silva, parabéns! Também achei que os comentários foram todos relevantes e enriqueceram a nossa reflexão sobre este tema que envolve questões ético-morais, jurídicas, políticas e religiosas. Desde Kant ou, de uma maneira geral, a partir do Esclarecimento do séc. XVIII, não recorremos mais a argumentos religiosos para fundamentar nossas concepções morais, jurídicas e políticas. Este tem sido o legado da secularização inerente à modernidade, a partir da separação entre Igreja e Estado. Tudo fica mais complicado a partir do momento em que não nos contentamos com uma fundamentação moral do direito e da política (como Kant o fazia). Creio que a colocação da Elaine vai nesta direção, pois a ideia de igualdade varia de acordo com as diferentes concepções de identidade cultural, sexual, étnica, social e moral, sobretudo em nossas sociedades democráticas pluralistas e multiculturais, onde as preferências individuais e pessoais não devem ser normatizadas e as relações sociais estão cada vez mais complexas. No Brasil, é muito importante trazer discussões como estas para a esfera pública, pois ainda estamos desenvolvendo nosso ethos democrático pluralista, depois de vários séculos de colonialismo, escravidão e regimes autoritários. Postei um texto sobre a ética na esfera pública, entre a religião e posições naturalistas, segundo um modelo proposto por Jürgen Habermas, um filósofo alemão:
    http://www.geocities.com/nythamar/naturalism.html
    Parabéns a todos pela discussão!
    nythamar

  21. Anônimo Says:
    16 de março de 2009 11:15

    Uma vez que os comentários praticamente não se referiram á questão postulada sobre a ética, vamos continuar comentando o texto, que versa sobre o casamento entre homossexuais que será comentado no final.
    O único comentário dos colegas, que eu poderia responder, é sobre o “anônimo”, que comenta sobre o “macho e a fêmea”, mas apenas expondo pontos de vista pessoais. Já que se fala em “macho e fêmea”, vamos tratar da questão da homossexualidade na análise do ser vivo, homem, e depois da sociedade humana, como continuação natural, e por fim sobre a “lei” em que se pressupõe direitos iguais!!

    O que se entende por “ser vivo”?
    Já vi inúmeras definições, todas parciais, e na minha opinião, equivocadas. Richard Dawkins, um famoso ateu comparando o ser vivo com o artefato humano no seu livro “O Relojoeiro Cego”, diz que a diferença é que o ser vivo é feito de carne e osso e o artefato não, e eu até estou de acordo, não com suas explicações a respeito!! E há outras imprecisões iguais ou até piores do que essa. Para encurtar, vou entrar nas minhas próprias considerações.

    É difícil definir o que seja o ser vivo, mas podemos “descrever” o que podemos entender o que seja. Trata-se de um “organismo orgânico”, porque os artefatos dos homens também são organismos, porém, não são “orgânicos”, evidentemente referindo-se à matéria orgânica, e não aos “órgãos”. Se aos “órgãos”, são todos organismos, e Dawkins estava certo!!.
    O ser vivo é um organismo que num instante adquire “vida”, vive por algum tempo, e nesse ínterim deixa ou gera sua descendência, e depois, em outro instante, morre, e esse mesmo organismo se degrada para materiais mais simples, seguindo a lei implacável da entropia!! É isso que podemos ver e entender como o ser vivo, que honestamente não saberia como “definir”!
    A questão se localiza nos quatro pontos básicos. Os dois instantes “fatais”, onde começa e termina a vida, a própria vida e a descendência ou geração. Os dois instantes são observáveis pelo “antes e depois”, mas não temos recursos ainda para identificá-los exatamente pela ciência, e nas religiões, as revelações ou são obscuras ou são claramente equivocadas, e deix de lado as igrejas, porque nelas, então, vamos falar de dogmas de fé, que cada um acredita ou não, como um direito até mesmo natural!!

    O instante inicial é muito mais obscuro porque acontece durante a gestação no animal, ou de uma germinação do vegetal, e o máximo que temos cientificamente falando até mesmo hoje, são os “exames” cada vez mais sofisticados que podem acompanhar a “evolução” de um óvulo dentro do útero, até começar a aparecer o “feto quase formado”, e identificarmos “hipoteticamente” que o feto “começa a ser gente”, isto é, com o cérebro funcionando. Mas pergunto, já tem inteligência? E onde estaria o “cérebro” de uma planta? E nela não “haveria inteligência alguma? Mas numa bactéria, haveira? Se adotarmos o dogma científico de que inteligência é sinônimo de cérebro, poderíamos “acreditar” que sim, mas como enfatizo, é apenas uma “crença”, que cada um pode ter a que lhe for mais racional.
    Sem outros dados melhores e mais confiáveis, há também as interpretações religiosas, e aí a coisa é mais do que discutível, há quem diga que o “ser vivo começa na concepção”, que entendo como ato sexual, e a religião espírita chega a pontos “anteriores” à relação sexual, mas até hoje, é claro que se trata apenas de hipóteses para lá de “dogmáticas” quando as aceitamos como verdadeiras. Mas não deixam de ser “revelações” que para transformar em “verdades”, dependem de nossa própria razão!! O dogma de fé, tanto faz na religião como na ciência, simplesmente bloqueia isso, tanto em quem “impinge”, como em quem “acredita” fananticamente.
    Entre as teses religiosas, portanto, a mais adiantada que encontrei, está na doutrina espírita, complementada por um “bate-papo espiritual” num terreiro de umbanda, que mesmo assim, apontou uma “revelação” sobre a “concepção de uma encarnação”, e especificamente para o homem. Para os animais ficou meio vaga, e sequer se chegou a comentar sobre os vegetais. Mas o instante “inicial” da vida, mesmo assim, ainda ficou vago, a não ser pelo fato “revelado” que a vida começa quando o “espírito” que vai assumir o corpo, começa de fato a ser “parte” do organismo vivo que se inicia, onde “materialmente” começaria o que se entende no espiritismo como a “encarnação ou re-encarnação”, mas que a “decisão” é anterior mesmo ao ato sexual! Portanto, se a vontade alguém for um parâmetro de lei, pelo espiritismo a “encarnação” começa no “acordo mútuo” entre o espírito que “vai nascer”, e o casal que fará parte desse processo, antes do “ato sexual”, e que sequer precisaria existir, como acontece em várias espécies. Casal, no caso, não significa “casamento”, apenas o par “macho e fêmea”, e no caso, para o homem, para os animais e para as plantas, a coisa é diferente em detalhes. A gestação começaria na fecundação e esse instante, o espírito “começa” a acompanhar o desenvolvimento do óvulo, até o ponto crítico, onde passa a ser “o condutor” do novo organismo que está sendo “fabricado”. Esse é o termo correto que presumo e vou explicar logo abaixo.
    É claro que se trata de uma opção “de crença” pessoal, como aquela de que Deus “faria” um boneco de barro, para nele “soprar” a vida, onde cada um pode ter e admitir o que quiser, ou que tudo tem por origem o “acaso” que teria como origem, o “nada”!! Para, mim a doutrina espírita é mais racional porque explica o que fazemos também aqui na terra, coisa que fica vago em outras doutrinas religiosas ou teorias científicas (doutrina = teoria, esta mais usada na ciência), mas que também não é tema deste texto.

    Vamos imaginar um automóvel. Trata-se de um organismo complexo que se compararmos como o organismo do corpo humano, podemos dizer sem muito esforço, que o primeiro é uma cópia rústica e ainda rudimentar do segundo, e mais ainda, quando o automóvel está pronto para o motorista assumir o seu comando, o conjunto “carro+motorista” se torna um “ser vivo” em praticamente todos os ingredientes e definições que se possam encontrar, inclusive na inteligência. Acho a comparação óbvia, mas podemos aprofundar um pouco mais. Comparado com o homem, o conjunto difere na forma como o carro adquire a vida ou a deixa de ter, e na forma também “vive” e como estabelece sua “descendência”. É claro que um carro não se “mata” e nem um carro “pare” outro, etc. etc.!! Mas se considerarmos que quando o carro é deixado no ferro velho, equivale ao corpo humano deixado num cemitério, é claro que só pode morrer algo que um dia foi vivo!! Faz-se mister, então, procurar entender a gestação do ser vivo, que pode ser entendida como uma “fabricação”, e é claro que estava pensando exatamente na fabricação do automóvel, mas é extensivo a qualquer outro artefato humano.

    Ambos organismos aqui tratados precisam de um “desenho” que se originou num projeto na “cabeça de alguém”, a questão seria apenas entender a tal “cabeça”, que também deixo de lado na discussão neste instante. É um desenho (ou vários) que desce na fabricar para se produzir um automóvel ou qualquer outro artefato, não é projeto que emergiu da cabeça de alguém!! O DNA é um “desenho”, apenas numa célula, enquanto na fábrica se usa papel, e hoje temos o computador para eliminar a papelama!! O desenho é a “expressão material de um projeto”, cujo fundamento, é o pensamento ou idéia de alguém, indevassável para outro alguém, no nosso nível de seres humanos!!
    Sem os materiais da própria Terra, e a contribuição do trabalho de algum ser vivo, no caso, do próprio homem ou outro ser vivo, não se fabrica, não há gestação e nem se germinação de absolutamente nada, nem mesmo uma bactéria, que “nasce de outra”, ainda que por simples “divisão celular” se não estou enganado, até porque não sou biólogo. Focalizando o homem, o “trabalho” do homem começa na concepção pelo ato sexual de duas pessoas, que hoje já pode ser “dispensável”, o que prova que a Virgem Maria poderia sim, ter tido um filho, sem ato sexual, mas que certamente precisa da contribuição de dois seres vivos! Entendendo que o ato sexual é um mero “trabalho” humano de um par ou casal, e neste caso, a questão matrimonial tem importância absolutamente nenhuma na concepção da vida, pois é questão apenas da “sociedade humana”, e não do ser humano.
    Na concepção espírita, a coisa começa para o espírito “antes” da concepção, e interromperia aqui a explicação, que qualquer um pode encontrar na doutrina espírita, que não faz parte destes comentários.
    O que acontece no útero da mãe, uma vez fecundado o óvulo, é um processo produtivo altamente sofisticado, de altíssima tecnologia que estamos com certeza há milhões de anos de chegarmos a “imitar”, como minha avaliação, quanto mais repetir, mas que já podemos “interferir”, e o homem precisou apenas de evoluir com sua inteligência para isso!!
    Poderíamos pensar num automóvel que fosse “cria” de outro automóvel, e do ponto de vista prático, nem sei com que finalidade?! Poderíamos pensar num “casal de automóveis”, ou num automóvel que “se dividisse” e outros automóveis? E com que finalidade novamente? Mas a ciência e a tecnologia já “pensam” hoje num automóvel “comandado pelo pensamento do homem”, e aí não estaremos já próximos de qualquer ser vivo?? E precisamos que Deus venha aqui pessoalmente fazer isso, como também se “defende” que Ele fez “pessoalmente” os demais seres vivos? Meros dogmas de fé, que complicam o que na realidade, nos está tão claro naquilo que nós mesmos fazemos!

    Então, a gestação é uma “fabrica” de ser vivo, e no caso particular do homem, muito semelhante às nossas fábricas de artefatos, ainda que com tecnologia e ciência estupidamente mais evoluída.
    Suponha que aquele motorista do carro, em determinado “estágio” de fabricação de “seu carro”, começasse a participar dessa fabricação. Seria como o “motorista” que participasse da fabricação do próprio carro! É impossível isso? Não, apenas não é “econômico”!!
    É claro que o “projeto” não é do espírito em questão, e por isso ele pouco acesso tem à forma como seu corpo vai ser formado, é um “processo mecânico e automático”, como o próprio “operário” na fárica, mesmo que fosse o “motorista”, teria pouco acesso ao “projeto” de seu carro. Como instinto, eu imagino que o espírito apenas “participa e aprende” como “funciona e vai funcionar” sei próprio organismo, que depois de “nascido”, vai ter que comandar completamente, como o operário que vai aprender a “dirigir” o próprio carro que tivesse participado da produção. Claro que uma “auto-escola” o ajudará muito!
    Apenas adiantando uma discussão que não vou fazer aqui, o instinto não é algo “inato”, muito menos da matéria, é algo que o “espírito” aprende durante a gestação, e se ele “aprende”, logicamente há que ter inteligência, e aí que as religiões estão certas em dizer que matéria e inteligência são coisas distintas e independentes, e no ser vivo, é resultado da intrínseca interação entre elas, e que a inteligência é atributo do espírito e não da matéria, como “pregam alguns dogmas científicos”!

    Como conclusão básica, quero entender que não há ser vivo onde não haja a contribuição do espírito pela inteligência, e é por isso que o conjunto carro+motorista também se torna ser vivo, onde a inteligência é a do próprio motorista!! E quando o espiritismo “revela” que a vida começa quando o espírito “assume” o comando de seu próprio corpo, está mais do que claro que está apenas “revelando” o que já sabemos quando o motorista também assume o comando de seu próprio carro, ou de outro artefato de “várias espécies”!! Pergunte ao Papa, como homem máximo da Igreja, se precisamos de Deus para fazer o “carro” se tornar um ser vivo, a não ser como uma mero “Princípio Primitivo”? Não seria similar ao ponto e à reta, “improváveis”, mas com os quais se constrói o edifício da geometria euclidiana, como um outro universo?!!

    Falamos de como se “fabrica” um ser vivo, mas não falamos sobre seu projeto ou desenho! Torna-se mais fácil se entendemos o que ocorre na fábrica.
    Um projeto é uma “idéia” de alguém, ou de várias pessoas, que se evidencia na forma de um ou vários desenhos. Não temos acesso à cabeça de ninguém, a não ser na forma do “desenho”, que expressa a idéia original. Idéia seria como algo “místico”, imaterial, mas o desenho não, é algo material, analisável, estudável, etc., exatamente como acontece com o DNA, que a ciência agora está vasculhando.
    Então, o DNA é um desenho do “ser vivo”, que evidentemente há que se ter originado em algum projeto, e por isso disse lá em cima, da “cabeça” de alguém, e se alguém é Deus ou não, pouco importa, a não ser para nossa própria crença pessoal. Na doutrina espírita, é claro que essa cabeça são “espíritos” como nós, em grau muitíssimo mais elevado de crescimento, o que fica claro que o DNA já existe na Terra há mais de 4 bilhões de anos, praticamente junto com o próprio ser vivo!! E que Deus é apenas o “Princípio Primitivo” disso tudo!
    Faz sentido o que diz o espiritismo, mas fica no âmbito da crença de cada um, porque teríamos como provar que não seja crença, e nem iria mudar nada do fato como é. Então, até agora, é perfeitamente paralela a comparação entre uma gestação e uma fabricação de artefato, até mesmo em seus respectivos projetos e desenhos, mas estupidamente diferentes nos detalhes em geral. Portanto, estou tratando de conceitos, e não de detalhes.

    Vamos avançar um pouco mais, no próprio DNA. Qualquer um que trabalha numa fábrica sabe que nenhum veículo é exatamente igual ao outro, até por que nos desenhos há o que se chama de “tolerâncias”, que inclusive, podem definir órgãos semelhantes, mas de origens diferentes, por exemplo, os freios podem ser de fábricas diferentes, até com respectivos projetos diferentes, etc. Além disso, as peças fabricadas internamente, nunca são exatamente iguais, por causa das “tolerâncias”. Além disso, mesmo nas montagens, há certo grau de tolerâncias, que tanto enquadram tanto o “operador” como algum “robot” que as executam, etc. etc.
    Os desenhos são todos de certa forma complexos e “tolerantes”, e agora comparem com o DNA. Parece que uma pequena parte do DNA é necessária para definir o organismo vivo que dará origem, coisas que os biólogos podem explicar melhor. O fato é que o DNA é “extremamente tolerante” com relação ao ser vivo que vai nascer, e daí decorre que não há “dois seres vivos iguais”, naquilo que Darwin interpretou como “seleção natural” um “equívoco dogmático”, que nem foi de Darwin, mas de seus seguidores “fanatisados”. Não vou me delongar na coisa, até porque não sou especialista, mas os especialistas podem “idealizar” melhor o que estou expondo aqui.
    Então, na concepção, há uma quase infinidade de “tolerâncias” que pode fazer um óvulo e um esperma, darem infinitos organismos diferentes, ainda que com um “jeitão” cuja forma está contida no seu projeto original, e que podemos entender como “espécie”. Então, um “espírito” que esteja “acompanhando e participando” da “fabricação” de seu próprio corpo, não poderia “alterar” alguma coisa que lhe fosse permitida no respectivo desenho ou DNA, e nisso entendo a “ação do pensamento”, que é a expressão da inteligência pelo espírito? Para mim absolutamente, possível e isso também explica por que doenças podem ser “psicológicas” e também suas curas, e por que podemos presenciar “milagres” de curas que não são da ciência, mas do próprio pensamento, não só do “homem” que acredita, mas de outros espíritos que podem “ajudar”!! Claro que Deus nem Cristo fizeram milagre algum, cuja origem já não estivessem nas leis existentes na própria Natureza!! Porque Deus, seu Princípio, as iria “contrariar” e depois “corrigir”?

    E vamos voltar ao “projeto”, que seria a idéia de alguém expressa através de um desenho. Restringindo aos animais, e em particular ao homem, o “projeto” original teria como base, juntar “dois DNAs” diferentes, através de uma ato sexual, sem entrar nos detalhes biológicos da coisa, e esse “par” emana de um casal, que formará um outro ser vivo, que “herda” várias características dos projetos anteriores, etc. etc. Então, vamos dizer com relação ao automóvel, se tudo correr como “esperado” na fabricação, jamais vai sair um automóvel com o farol dianteiro na parte trazeira, pois aconteceria o que chamamos uma “aberração de produção”, mas que se pode fazer sem problemas! Isto é, há coisas que se podem mudar dentro da fabrica com o processo em andamento, e que podem “altear” o projeto original, e nisso reside o “poder do pensamento”, que na realidade é a força que faz o Universo.

    E ante tais conclusões, o que podemos dizer de um “homossexual”? Não poderia ser análogo a um feto sem dedo, ou com 6 dedos, ou sem cérebro, etc. etc. exatamente como também pode acontecer no automóvel “anormal”? A pergunta, entretanto, que resta, é quem “é responsável” por uma anomalia? O motorista que também é “operário” da fábrica? Ou alguém que seja “responsável” por essa fábrica. E aí chegaríamos ao absurdo de que na natureza, as anomalias seriam “obras incompletas” de um Deus Infinito em seus atributos? Faz isso algum sentido em qualquer religião? Mas não é isso que encontramos em vários dogmas religiosos, onde Deus é “culpado” de tudo, senão porque precisaríamos adorá-lo, mesmo quando “errasse”?

    Assim, a questão do homossexualismo, a partir do que conhecemos até hoje no ser vivo, poderia ser um “desvio” tolerante do DNA das pessoas, ao longo da “gestação ou fabricação”, como soe acontecer em vários outros casos. Mas poderia acontecer também de ser apenas um “desvio” comportamental também? Acho que poderia, e aí teria que discutir outra parte da questão, onde se entram nas questões dos vícios, hábitos etc. Alguém nasce “alcoólatra”, ou se “torna”? E poderíamos encontrar “taras” também na sexualidade? Estamos encontrando a todo instante desde que o mundo é mundo!! Então, a questão tanto pode ser uma questão fisiológica ou de “fabricação”, como uma questão de “hábitos” que se processa no nosso cérebro pelo pensamento. E isso tem a ver com doenças e também com as respectivas curas. Então, o homossexualismo, como comportamento, é perfeitamente curável, como doença “nata”, pode ser muito mais difícil, porque teríamos que “reprogramar” computador cerebral do indivíduo, nem sempre tão fácil. O mesmo não se diz do “comportamento sexual” disto ou daquilo, que é uma “questão social”, e não do ser vivo! Muitas igrejas e instituições têm feitos curas perfeitamente, porque o homossexualismo sexual não é doença como tal, mas como “comportamento” social, é uma tara biológica, onde o próprio bi-sexualismo, também se enquadra, quando mera tara! Taras são taras, e nada mais, e têm sentido na sociedade humana, mas não no ser vivo propriamente dito!! Já vimos “cachorro enrabar” cachorro, mas podemos achar isso “lei natural”??

    O pensamento do ser vivo pode “mudar” a biologia ou metabolismo orgânico? Mais do que provado que pode, e muitas doenças têm origem psicológicas, e a tara é uma doença que computo como psciológica. Eu tive um tio que morreu com aproximadamente 50 anos, “muito bem de saúde até poucos anos antes”, e dissemos que morreu de “não ter nada”, ele era hipocondríaco! Se a doença pode ser psicológica, porque a cura também não pode ser? O processo é exatamente o mesmo! Aí está o fundamento dos “milagres religiosos”, que não são milagres algum, e o próprio Cristo “confessou isso” quando numa cura, disse a “tua fé te salvou”!!
    Então, o homossexualismo pode ser completamente um “desvio psicológico” do próprio pensamento do ser vivo já senhor de si mesmo, mas também pode ser uma “tolerância de projeto” do ser vivo na sua gestação, mas que se expressam por “comportamentos sociais”. Ambos se tornam “problemas sociais”, como também o são as outras formas de gestação imperfeita. Como se trata o demente por nascimento, ou surdo e mudo, ou o cego, o aleijado, etc. etc.? Exatamente como deveriam ser, “organicamente” deficientes, mas espiritual e mentalmente, quase que com certeza, são exatamente como qualquer outro de nós, senão até melhores! Esse ainda é o “segredo ou mistério” do homem, não saber quem é o “espírito” de nosso semelhante.
    Precisamos, contudo, diferenciar disfunção, de “vícios” que são apenas atitudes do homem na sua condição racional, como por exemplo, o alcoólatra, o viciado, o esmoler “manco” etc.!! E aí penso responder também a dúvida do “anônimo” sobre o “poder de Deus” para mudar as coisas. Até teria, se fosse ele também que fizesse as “besteiras” que precisasse mudar. O Universo em completa transformação, é a prova da evolução dos próprios espíritos, que como tal, também podem errar e corrigir seus erros, essa é a filosofia de qualquer religião, evolução não poderia ser de. Deus, que nunca poderia “errar e depois corrigir-se”. “Inventamos” uma imagem de Deus à nossa própria, é isso que entendo como “ídolo”, pouco importa o tamanho do dogma de fé que lhe dá suporte!!

    E aqui termino a questão do ser vivo, em particular o homem, e gostaria de ver as críticas dos amigos, para entrar, por fim na terceira parte da questão da sociedade humana e da questão legal, como o tema básico do texto.

    Ariovaldo.

  22. Márcio says:
    16 de março de 2009 16:04

    Interessante como Nythamar afirmou que no Brasil estamos elaborando uma nova visão ética “No Brasil, é muito importante trazer discussões como estas para a esfera pública, pois ainda estamos desenvolvendo nosso ethos democrático pluralista, depois de vários séculos de colonialismo, escravidão e regimes autoritários.”
    Parabéns Nythamar, sempre é bem vinda as discussões.
    Agradeço pelos elogios dirigidos ao blog, muitíssimo obrigado!
    Márcio Alexandre da Silva – Autor do texto original

  23. Márcio says:
    16 de março de 2009 16:08

    Ariovaldo expôs suas ideias, é bom que façam uma análise critica do seu (s) texto (s).
    Márcio Alexandre da Silva – Autor do texto original

  24. João Roberto Gullino Says:
    18 de março de 2009 11:17

    Concordo com a Elaine, pois, apesar de minha simplicidade, sempre fui acusado de querer ser difertente ou especial, quando me dizia único, em tom de galhofa - mas dentro desta concepção sempre demonstrei minha total e óbvia simplicidade. E concordo com o Ariovaldo quanto a evolução do espírito - responsável pelo comportamento de cada um, responsável pela ética, pela moral e pela coerência. E, por certo, tal evolução ainda é desprezada pela maioria dos seres vivos (ou muito vivos).Não sigo a mídia e nem os "célebres" formadores de opinião - há a necessidade de ter-se a própria, mesmo que seja burilada ao longo da trajetória de cada um.

    A moral não existe em função das leis mas sim, o inverso - as leis só podem existir e serem repeitadas dentro da moral. Não sou ateu, mas isolo a religião - quase sempre criada e fantasiada pelo homem, por isto, na minha opinião, antes da ética e da moral há a necessidade imperiosa de possuir-se coerência em tudo, principalmente, ao se externar um parecer - certo ou errado.

    Em épocas diferentes sintetizei :
    "Somos seres incógnitos no impasse, por sempre se sentirem todos castos, só esquecendo da máscara na face". E em outra oportunidade escrevi" Mesmo que se caminhe sobre espinho, somente na postura comedida tem-se o sabor do nectar e do vinho".

    Além da ausência total de ética e moral na maioria das pessoas, são também totalmente desprovidas de coerência. E sem coerência, nada pode ser analisado, como no presente caso em debate - a homessexualidade. Ela existe - pono pacífico. Tratá-la como um adeformação embrionária, passível de correção, seria o mesmo que se tentar tirar, do interior de cada um, sua veia artística ou seu instinto maléfico.Como diz o velho ditado -"quem é bom, já nasce feito". E nisto acredito, independente da sexualidade de cada um, mas sim, em função de seu caráter emanado pelo estado de evolução do espírito.

  25. Márcio says:
    18 de março de 2009 17:29

    Importante ressalva de João Gilberto “E nisto acredito, independente da sexualidade de cada um, mas sim, em função de seu caráter emanado pelo estado de evolução do espírito.”
    Participe mais vezes, obrigado!
    Márcio Alexandre da Silva – Autor do texto original

  26. Anônimo Says:
    31 de março de 2009 12:08

    (cont.III, arioba)

    Falamos até agora sobre a questão da ética, que sem a moral e o intelecto em conjunto, sem estar no mesmo nível e de velocidade de evolução, produzem distorção tanto no homem como na sociedade, principalmente. Falamos depois do ser vivo, em particular do homem como ser vivo, para que se pudesse localizar a questão do homossexualismo, que pode ser uma questão biológica, ou comportamental, ou as duas juntas, e que parece que o comportamento é muito mais comum do que a anomalia biológica. E vamos falar agora da sociedade, para localizar a questão legal na mesma.

    Todos os seres vivos na natureza formam algum tipo de sociedade entre as espécies, inclusive a espécie humana, que, entretanto, temos que tecer considerações à parte.
    Os demais seres vivos na realidade não “formam” suas sociedades, elas já vêm definidas pelas leis da própria natureza, enquanto o homem “faz suas próprias sociedades”, como leis sobrepostas às leis da natureza, que são sua referência máxima.
    Mas nem sempre foi assim, e por isso merece uma visão histórica.

    Fisiológica e biologicamente somos o “homo-sapiens” que teria surgido aqui na Terra por volta de 150 mil anos, na realidade entre 50 e 200 mil anos atrás, e por aí podemos entender a precisão da ciência quando trata dos seres vivos, e também do Universo como um todo. Até nossos dias, a ciência e a história podem mostrar várias etapas de “evolução da espécie homo” (Darwin estava errado, porque a espécie humana mudou, ainda com o mesmo organismo material!). Escolho pessoalmente como sendo duas “etapas”, a primeira que vai até o “homem agrícola”, que é o mesmo “homem Adâmico”, que é a nossa “espécie de homo-sapiens”, ou o homem moderno, ou seja lá o que for.
    Até o homem agrícola, a espécie humana evoluiu muito devagar e muito pouco. Diria que o homem pré-adâmico ainda se comportava praticamente como qualquer outro animal irracional, com modestas “invenções”, comparadas com as que usufruímos hoje. As sociedades na realidade eram grupos que se comportavam não muito diferente dos demais mamíferos e, portanto, seguiam praticamente as próprias leis da natureza de “viver e procriar”, uma vez nascido, até à morte. O “homem agrícola ou adâmico” mudou tudo, e o homem começou a “viver do suor de seu próprio rosto”, que não foi castigo algum de Adão, mas apenas a evidência de uma nova condição de vida muito mais “racional” do que até então. E é claro que essa “nova espécie”, como tudo o mais no próprio Universo, não surgiu no mundo inteiro e instantaneamente, surgiu pontualmente, em uma ou várias partes do mundo e até em épocas diferentes, e até hoje ainda temos sociedades humanas, quase que vivendo na época pré-adâmica, cada vez mais rara, mas umas duas ou mais centenas de anos atrás eram comuns e muitas, hoje, estão em “extinção”, que significa a evolução da própria humanidade. Há uma perfeita "evolção" dessa espécie também.
    A nossa sociedade humana começa com o “homem adâmico”, e cuja história começa a ser “registrada” com os escritos religiosos, em particular, a Bíblia. O que sabemos de nossos “irmãos” mais velhos, são meras pesquisas científicas, por isso sua precisão histórica é extremamente pobre. E os povos tribais ainda remanescentes, poderiam de fato ser objetos de estudos melhores, para que entendêssemos também melhor as sociedades pré-adâmicas, o que, entretanto, não é objeto deste texto.

    Os primeiros escritos, que foram claramente religiosos, mostram o lado mais “moral e ético” das sociedades registradas, como simples paradigma das religiões, que não cuida de fato e nunca cuidou de “história, ciência, tecnologia, etc.”. Ressalta acima de tudo, o ideal do homem moral, honesto com sua tribo, valente na defesa, etc. etc.” e ético, isto é, procurando a "perfeição". Mostra claramente o outro aspecto dual do homem como "macho e fêmea", visivelmente ligado à quesão procriativa, como todos os demais seres vivos. Não há muito conhecimento sobre o procedimento "matrimonial" de nossos ancestrais, mas até bem pouco tempo, era uso e costume um homem com várias mulheres, que ainda restam em algumas poucas civilizações! Acho que isso é uma "herança" genética que homem tás, pois é comum em várias especies de mamíferos, nossas mais póximas. Isto como "ser vivo".

    Contudo, mostra também, já no próprio início, o aspecto dual da sociedade humana: uma elite que domina e governa, e uma massa que segue e obedece. E a questão básica, é que as religiões apesar de surgirem a partir das elites, com o paradigma nitidamente moral e ético, nunca de fato teve grande impacto entre as próprias elites, como se pudéssemos admitir que religião foi feita para a "massa"!! Não ser de admirar que o nível moral e étidco das elites, se situam muito próximos, ainda hoje, das elites dos Faraós, onde praticmente se começam os registros históricos!!


    Nas massas contudo, as mudanças foram muito grandes principalmente no que concerne ao comportamento higiênico, sanitário e preventivo, médico em geral, etc. naquilo que refere ao cuidado do corpo. Grandes mudanças também nos usos e costumes, mas que se limitam sempre na respectiva sociedade, às leis que as elites fazem!!
    Ao longo do tempo, contudo, as massas acabam por "arrastar" as elites, que como "carretões sem graxa", são difíceis de se adaptar aos tempos! Julgo que hoje as massas são mais moral e eticamente desenvolvidas do que suas respectivas elites, no contexto de uma evolução históricas!! E isso me parece ser a forma como a "sociedade humana" como um todo, de fato está sempre evoluindo, mais devagar porque arrasta o "carretão"!!
    Essas são as considerações inciais sobre a sociedade humana,

    E entramos, por fim, na questão da homossexualidade, analisando socialmente as duas vertentes, uma como “anomalia fisiológica” e a outra como “anomalia social”!
    Do ponto de vista moral e ético, a anomalia fisiológica teria que ser naturalmente tratada como se tratam qualquer outra anomalia, e me parece que a ciência ainda não se debruçou no caso em questão, até hoje talvez pelo “volume” modesto que não chega a ser uma “epidemia”. Teremos que chegar lá? E ainda restaria saber se é “curável” ou não! Socialmente, isso trás problemas quando a anomalia é transformada também numa questão social ou de comportamento, que aí, então, se torna uma “tara”. Na natureza, uma anomalia dessas deixaria o ser vivo na pior das hipóteses, “infecundo” para o cumprimento da necessidade básica de “procriar”.

    Como anomalia social, a questão entra no campo moral e ético, porque já por si agride a lei natural de “macho e fêmea”, e, portanto, é sempre uma “tara”, ou um vício, como outro qualquer, como por exemplo, beber, fumar, etc. Resta entender se esse vício é ou não tolerado ou tolerável pela sociedade!

    A bem da verdade, parece que a tara da homossexualidade que hoje se está tratando como problema de “massa”, há muito tempo já era praticada e aceita, pelas elites de várias sociedades, e nem se precisa dizer que isso decorre do nível moral e ético sempre baixo das elites, quaisquer que sejam suas sociedades. Se havia a homossexualidade nas “massas”, era muito discreta, até porque era severamente reprimida, seja por padrões principalmente religiosos, seja por padrões familiares ou tribais, isto é, padrões de usos e costumes. Então, diríamos que a “tara” aceita nas elites, nunca ainda fora aceita nas massas das sociedades humanas em geral!

    Uma grande mudança social tem acompanhado as mudanças materiais, principalmente a partir do capitalismo, que deu grande impulso principalmente às ciências, que introduziu o anti-dogmatismo principalmente religioso, que cá entre nós, nunca de fato funcionou com elite alguma, era só contra as massas mesmo! Movimentos feministas e uma certa desagregação familiar "modernos" estão evidentemente na “proliferação” do homossexualismo como “tara sexual”, misturando num mesmo saco “anomalia física com anomalia social”, praticamente não há mais como distinguir na questão, uma ou outra, e tudo é hoje tratado como uma questão social!

    O texto fala da questão “legal” do reconhecimento do homossexualismo, dirigindo a coisa para a questão “matrimonial”. Do ponto de vista natural, matrimônio significa o par objetivamente ligado à procriação ou perpetuação da espécie. Contudo, a própria natureza humana, talvez pelo intelecto e à medida que o mesmo evolui, praticamente desligou o ato sexual da questão do cio. Parece que a história não explica bem isso nos nossos ancestrais, mas é evidente que o sexo no homem “adâmico” deixou há muito de ter qualquer ligação fisiológica com o cio, que praticamente até desapareceu nas mulheres, exceto pelo evento da menstruação!
    Não há nenhuma satisfação de necessidades humanas, principalmente relacionadas com as necessidades básicas de viver e procriar, enquanto vivo, que não sejam altamente satisfatórias, deliciosas, etc. etc. Assim tanto é o comer, como também o sexo! E o homem tem transformado “desejos” inicialmente apenas de viver e procriar, em outras necessidades pessoais que não têm absolutamente nada a ver com essas necessidades básicas. E quando são necessidades, se tornam imperativas de ser satisfeitas. Por exemplo, comer “bem, com talheres, numa mesa, com vinhos, comidas sofisticadas, etc.” que é comum nos países mais adiantados, o pobre que não tem isso, está “carente”, mesmo que tenha comida mais abundante do que nossos ancestrais de 10.000 anos atrás!! E nisso se enquadra evidentemente, também a questão sexual, acho que por isso grassou primeiro nas "elites", que transformam o "gozo" em meras necessidades artificiais que precisam ser satisfeitas. O excesso, se torna "vício, ou tara"!!

    A questão do ato sexual anal, oral etc. etc. é comum até mesmo nos bissexuais, e acredito que não é "novidade". Contudo, até mesmo nos nossos dias, o ato sexual ainda se reveste do aspecto do discrecionismo, mesmo como ato “natural”. Não se concebe o ato sexual no meio da rua, na praça, e até mesmo dentro de casa isso é discreto. Coisa que não há nas demais espécies, onde o ato é como comer e dormir! A tara “dos bacanais” era comum também entre as elites, muito rara entre as massas e altamente “imoral”.
    Hoje ainda é discreto o ato sexual real, mas o ato sexual “virtual nos meios de comunicação”, se tornam cada vez mais banal, isto é, o avanço tecnológico não acompanhado com o avanço moral e ético equivalente, tem banalizado coisas que há bem pouco tempo, não era assunto de discussão!! Hoje é.

    Então, o primeiro aspecto da questão é a banalização do ato sexual, seja lá qual for, e aí, pouco importa falar de homo-bi-hetero sexualismo!! E isso tem criado uma pressão muito forte contra a “repressão dos usos e costumes”, através de leis que os liberem. Essa é a primeira questão legal do problema. Se um dia formos uma sociedade “animalesca” de que o ato sexual é uma banalidade absoluta, não se precisam de leis, porque são usos e costumes que o sexo seja "liberado" abertamente!
    Resta saber se estamos nessa padrão de usos e costumes. Pessoalmente, acho que ainda estamos muito longe disso, o ato sexual “in natura”, ainda é um fenômeno socialmente discreto, e tenho severas dúvidas que caminhemos para isso! É claro que há os “rendez vous” como sempre houveram na humanidade, mas mesmo lá, há um grande dose de discreção!!

    A questão legal do matrimônio, que no fundo é “contratual”, tem aspectos diferentes, e acho que aí entra a natureza moral e ética de cada sociedade como um todo. Vamos dizer que como raiz, o matrimônio é um procedimento “legal” cuja finalidade á a formação de uma família procriativa! Nas religiões, é tipicamente uma família direcionada à procriação como moral e ética do fundamento da união de duas pessoas. Na antiguidade, havia o esposo com várias esposas, em algumas civilizações ainda existem. Mas com a evolução da sociedade humana, que entendo como evolução do “intelecto humano”, tem modificado muito esse “uso e costume”, e hoje a bigamia quase que no mundo todo, não é legalizada, ainda que de fato do ponto de vista sexual, seja bastante comum, mas como “anomalia social”. Ainda carregamos arraigada a noção de "traição", ligada ao aspecto sexual. É claro que estamos falando do “casal” bissexual.

    E o homossexual? Do ponto de vista natural, não se pode falar em “matrimônio procriativo”, mas surge a figura do “contrato matrimonial”, historicamente relacionado com a procriação, mas que hoje se está discutindo esse contrato apenas como “união de duas pessoas”, pouco importa o sexo!! Por lei se casa "com separação de bens". Para quê essa discussão, então?
    E aí vem os famosos “direitos legais”. Um homem e uma mulher que se “casem”, ainda que jamais tenham qualquer relação sexual, ou até mesmo sejam “homossexuais fisiologicamente”, não se trata de um “matrimônio legal” com todos os direitos e deveres também? E por que não também entre dois homossexuais (ou duas)? Qual seria a diferença?

    A questão é que as leis dos homens derivam de usos e costumes, que necessariamente acompanham a evolução da humanidade, e a problemática está em que há uma distorção de velocidades de evolução entre o intelecto, a moral e a ética, e isso está trazendo os desequilíbrios entre leis dos homens, e leis da natureza!! O ser vivo não foi “projetado” (DNA) para as leis dos homens, foi projetado para as leis naturais!! E toda lei humana que se distancie das leis naturais, fatalmente gera “anomalias bio e fisiológicas”, que necessariamente vão atingir o próprio ser vivo!!

    A AIDS foi conseqüência do homossexualismo? Acredito que não, mas foi “uma porta” aberta para o mesmo, porque o DNA do homem não está “apto” à tal mudança de vida introduzida. Quando o DNA tem recursos, há “adaptações”, que Darwin chamou de “seleção”, um tremendo equívoco!! Quando não tem recursos, há “extinção”, pura e simples!! Se a humanidade se tornar "homossexual", se extingue simplesmente! Nisso reside o descompasso de usos e costumes quando a tecnologia ou o intelecto, a moral e a ética evoluem “desequilibradamente”. Parece claro que quando a moral e a ética andava mais “depressa” que o intelecto (assim como comparar uma tartaruga e um caracol!), não haviam tantas pressões nas leis humanas, os usos e costumes na realidade ditavam essas leis. Hoje o intelecto disparou, a ética está no meio do caminho, e a moral está ainda andando como tartaruga, principalmente entre as elites, que fazem as leis.

    Do ponto de vista legal como direitos e deveres, acho que a questão da “legalização do matrimônio” como contrato entre duas pessoas, não haveria empecilho algum, resta ver se a questão esbarra nos usos e costumes! Cada nação, em princípio, tem os seus, e as leis se originam neles! Quando ocorre o inverso, é complicado!!
    Acredito que hoje, o fundamento do “matrimônio legal” se transformou num mero contrato “civil” entre duas pessoas, seguindo alguns princípios que podem ter a ver como a procriação, mas não acho que seja complicada uma lei desse tipo. A questão religiosa, contudo, é que a maioria de uma nação é religiosa, e aí se introduz um empecilho de ordem “dogmática”, que está no âmago da crença das pessoas, ainda que não necessariamente sejam “usos e costumes”, porque na ‘calada da noite’, os atos sexuais não têm como ser monitorados!! Acho que o melhor para cada um, é seguir seus próprios princípios, principalmente, quando religiosos. A ciência não está aí para dar moral e ética a ninguém, está aí para explicar a natureza "material" de todo o Universo se possível!!

    Uma questão, contudo, que pode ser mais delicada, mas parece que já está resolvida, é “adoção” de crianças por casais homossexuais! A infância e a juventude é uma continuidade da “gestação” no útero, a criança nasce “imperfeita” em tudo, e precisa completar sua “gestação”, naturalmente, até como DNA, no seio do “casal” pais, logo a seguir na própria sociedade, onde o acompanhamento dos pais vai po período longo. Essa é a questão natural que também se evidencia em níveis diferentes em quase todos os seres vivos. Há animais que já começam "cuidando de si próprios"!
    Acho que a questão já está legalmente mais adiantada, mas acredito que faltou a discussão mais racional entre intelecto (ciência) e moral (religião), ainda que haja discussões até acaloradas, mas muito mais de cunhos dogmáticos, onde sempre falata a razão!!

    Essas são as considerações sobre o texto, que de fato levanta um problema muito mais complexo do que uma simples “torcida” parecida com torcidas de futebol!! O homem precisa evoluir mais equitativamente no intelecto, na moral e na ética, e o nó, são as elites das sociedades!!

    Ariovaldo Batista – engenheiro – arioba06@hotmail.

  27. Anônimo Says:
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