Paro e penso que devo continuar a escrever. Mesmo que seja para ser publicado na internet. Então lembrei que o uso da internet consome energia. Sabe quantas pessoas morrem nas construções de barragens? Tudo isso por capricho? Para que outros e outras leiam meu texto na internet?
Descubro outro motivo para não publicarem meu futuro artigo. A seguir começarei a criticar severamente as propagandas (marketing). Como fazer isso? Se as grandes empresas que patrocinam a edição de muitos jornais, sobretudo de circulação nacional. Como posso ser débil? Criticar uma grande empresa que explora seus empregados e pagam péssimos salários, para que os seus produtos cheguem às gôndolas com preço acessíveis. Que imbecilidade! Não achas?
Vou parar de escrever tão agressivamente. Começarei a cobrar políticas públicas, médicos nos postos, melhoria no transporte coletivo, cobrar arborização na cidade... essas criticas não mexem com as estruturas de nossa sociedade consumista.
O filósofo escocês Adam Smith (1723 – 1790), o pai do liberalismo econômico afirmou em suas obras que o mercado é a mão invisível. Ele só esqueceu-se de mencionar que o CONSUMO é o pé invisível que nos derruba, e nos faz sentirmos obsoletos e nos dirigimos à primeira loja para consumir, sumir e ir... comprar, comprar e comprar.
Embora vos escrevais a próprio punho (caneta), assim o faço a mais de 30 anos. Mas, passou na televisão um notebook lindo. Na propaganda sugeria que para estar conectado com o mundo e ser um homem bem informado devo comprá-lo. Para que? Para saber notícias da guerra Israel X Hamas, ou ver a sapatada no Bush? Que infelizmente errou! Mas esqueci meu senso crítico e decidi, vou comprar! A loja faz em 36 meses. Não importa se quando terminar de pagá-lo ele será ultrapassado. E valerá menos da metade do que paguei. Importa tê-lo.
Precisamos urgentemente mudar a conduta do consumir para uma cultura de assumir compromisso de construir uma sociedade sustentável e fraterna.
Mas a quem recorrer? O socialismo ruiu. O sistema capitalista está em colapso, vítima da sua própria sagacidade. Penso que, nem tanto céu, nem tanto terra, o que precisamos é do meio termo aristotélico, ou seja, o equilíbrio entre consumir e ser. Devemos buscar a solução em algo que não seja intitulado sistema econômico (capitalista e socialista ou qualquer que denomine sistema econômico). Podemos começar valorizando mais o ser humano e a nossa casa (planeta).
Não pensem que tudo desse artigo é devaneio (risos). Não tenho nada contra jornais, foi apenas um joguete literário.
E se não publicarem? Valeu a pena escrevê-lo! Disso não há menor dúvida.